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Em meio às discussões sobre inteligência artificial e inovação na educação, um aspecto essencial para a aprendizagem ganha força entre especialistas: o sentimento de pertencimento. Estudos da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), responsável pelo Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), apontam que alunos que se sentem parte da comunidade escolar apresentam maior motivação para aprender, melhores resultados acadêmicos e maior bem-estar.
Nesse contexto, no Dia Internacional dos Povos Indígenas, celebrado em 9 de agosto, a pedagoga e diretora da Escola Pedro Apóstolo, Carolina Paschoal, compartilha os aprendizados de uma imersão com o povo Amondawa, em Rondônia, e mostra o que a educação indígena pode ensinar às escolas urbanas sobre comunidade, responsabilidade coletiva e formação humana.
Após conviver com o povo Amondawa, na Terra Indígena Uru-Eu-Wau-Wau, Carolina afirma que encontrou uma das reflexões mais marcantes de seus quase 25 anos de atuação na educação: educar vai muito além da sala de aula.
“Na aldeia, compreendi que a pergunta mais importante talvez não seja como ensinar melhor uma criança, mas como prepará-la para a vida. A educação acontece o tempo todo, nas relações, nos exemplos e no compromisso coletivo com o desenvolvimento das novas gerações”, afirma a diretora da Pedro Apóstolo.
Segundo a educadora, o que mais chamou sua atenção foi a corresponsabilidade da comunidade na formação das crianças. Enquanto nas cidades a educação costuma ser dividida entre família e escola, na aldeia todos participam desse processo. “Cada adulto entende que também é responsável pelas crianças que estão crescendo ali. Todos orientam, acolhem, corrigem e celebram. Isso fortalece um sentimento de pertencimento que hoje faz muita falta em nossa sociedade”.
Os aprendizados vividos na floresta já começam a se transformar em ações concretas na Escola Pedro Apóstolo. Em vez de criar um projeto específico sobre cultura indígena, Carolina pretende incorporar essas reflexões ao cotidiano escolar, ampliando a participação das famílias, incentivando a convivência entre diferentes gerações e fortalecendo a ideia de que todos os adultos educam por meio de suas atitudes.
Outro objetivo é estimular ainda mais o sentimento de pertencimento entre os estudantes. Para a educadora, cuidar da sala de aula, do pátio, dos jardins, dos materiais e das pessoas deve ser entendido como uma forma de fortalecer os vínculos com a escola e com a comunidade.
A experiência também inspira uma aproximação maior entre conhecimento e vida cotidiana, valorizando atividades em que os alunos possam observar, investigar, conviver e aprender com situações reais, além da participação de pais, avós, professores, colaboradores e parceiros no processo educativo.
“A inteligência artificial pode ampliar possibilidades de aprendizagem, mas nenhuma tecnologia substitui aquilo que forma verdadeiramente uma criança: a convivência, o exemplo e o sentimento de fazer parte de uma comunidade”, finaliza.
Após conviver com o povo Amondawa, na Terra Indígena Uru-Eu-Wau-Wau, Carolina afirma que encontrou uma das reflexões mais marcantes de seus quase 25 anos de atuação na educação: educar vai muito além da sala de aula.
“Na aldeia, compreendi que a pergunta mais importante talvez não seja como ensinar melhor uma criança, mas como prepará-la para a vida. A educação acontece o tempo todo, nas relações, nos exemplos e no compromisso coletivo com o desenvolvimento das novas gerações”, afirma a diretora da Pedro Apóstolo.
Segundo a educadora, o que mais chamou sua atenção foi a corresponsabilidade da comunidade na formação das crianças. Enquanto nas cidades a educação costuma ser dividida entre família e escola, na aldeia todos participam desse processo. “Cada adulto entende que também é responsável pelas crianças que estão crescendo ali. Todos orientam, acolhem, corrigem e celebram. Isso fortalece um sentimento de pertencimento que hoje faz muita falta em nossa sociedade”.
Os aprendizados vividos na floresta já começam a se transformar em ações concretas na Escola Pedro Apóstolo. Em vez de criar um projeto específico sobre cultura indígena, Carolina pretende incorporar essas reflexões ao cotidiano escolar, ampliando a participação das famílias, incentivando a convivência entre diferentes gerações e fortalecendo a ideia de que todos os adultos educam por meio de suas atitudes.
Outro objetivo é estimular ainda mais o sentimento de pertencimento entre os estudantes. Para a educadora, cuidar da sala de aula, do pátio, dos jardins, dos materiais e das pessoas deve ser entendido como uma forma de fortalecer os vínculos com a escola e com a comunidade.
A experiência também inspira uma aproximação maior entre conhecimento e vida cotidiana, valorizando atividades em que os alunos possam observar, investigar, conviver e aprender com situações reais, além da participação de pais, avós, professores, colaboradores e parceiros no processo educativo.
“A inteligência artificial pode ampliar possibilidades de aprendizagem, mas nenhuma tecnologia substitui aquilo que forma verdadeiramente uma criança: a convivência, o exemplo e o sentimento de fazer parte de uma comunidade”, finaliza.
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O que a educação indígena pode ensinar às escolas urbanas
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