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09/08/2026
Pai: um lugar que o coração reconhece
Pai: um lugar que o coração reconhece
Agosto chega trazendo uma daquelas datas que fazem a gente olhar para dentro.
O Dia dos Pais tem cheiro de almoço em família, abraço apertado, presentes escolhidos com carinho, mensagens no celular e aquela tradicional foto ao lado de quem, de alguma forma, ajudou a nos ensinar sobre a vida.

Mas a verdade é que ser pai vai muito além de uma data no calendário.

Ser pai é ocupar um lugar.

E nem sempre esse lugar é definido pelo sangue.

Existem pais que seguraram nossos dedos quando ainda éramos pequenos e existem aqueles que chegaram depois, mas seguraram nossa mão exatamente quando mais precisávamos.

Existem pais biológicos, pais adotivos, pais de coração, padrastos que se tornaram pais, avôs que assumiram esse papel, tios que foram figura paterna, homens que escolheram cuidar, proteger, ensinar e amar.

Porque paternidade também é escolha.

É estar presente na apresentação da escola, ensinar a andar de bicicleta, acompanhar uma conquista, dar aquele conselho que só faz sentido anos depois e, muitas vezes, simplesmente estar ali.

É também aprender.

Ninguém nasce sabendo ser pai.

Pais também têm medo, erram, recomeçam, pedem desculpas e descobrem, junto com os filhos, que cada fase da vida exige uma nova versão deles mesmos.

E talvez essa seja uma das partes mais bonitas da paternidade: enquanto os filhos crescem, os pais também crescem.

Para quem hoje tem o privilégio de abraçar o pai, fica o convite para aproveitar.

Não deixe para depois aquela conversa, aquele almoço, aquele “eu te amo”, aquele abraço mais demorado.

Porque a vida é feita de momentos que parecem comuns enquanto acontecem e que, um dia, se tornam memória.

Para quem já não tem o pai presente, o Dia dos Pais pode ter outro significado.

Pode trazer saudade, silêncio e lembranças.

Mas também pode trazer gratidão.

Porque algumas pessoas continuam presentes mesmo depois de partirem. Permanecem nas frases que repetimos, nos conselhos que lembramos, nos hábitos que herdamos e nas histórias que contamos.
Há pais que continuam vivendo naquilo que ensinaram.

E existem também aqueles que ainda sonham com a paternidade.

Homens que imaginam como será ouvir alguém chamá-los de pai, ensinar os primeiros passos, acompanhar uma infância e descobrir um amor que ainda não conhecem.

Talvez esse sonho também mereça ser celebrado.

Assim como merece ser celebrado quem esperou muito, quem encontrou seu caminho através da adoção e quem descobriu que família não é necessariamente aquela que a vida nos entrega pronta, mas aquela que construímos através do cuidado.

Porque pai não é apenas quem coloca um filho no mundo.

É quem ajuda a construir o mundo de um filho.

É quem oferece segurança quando tudo parece assustador.

É quem comemora nossas vitórias como se fossem suas.

É quem, mesmo sem ter todas as respostas, tenta mostrar o caminho.

E talvez seja por isso que o Dia dos Pais seja uma celebração tão bonita: porque ele não fala apenas de homens que são pais.

Fala de vínculos.
De cuidado.
De presença.
De legado.
De amor.

Neste Dia dos Pais, celebre quem está ao seu lado. Abrace quem você pode abraçar. Ligue para quem está longe. Conte uma história sobre quem já partiu. Agradeça quem ocupou esse lugar na sua vida.

E, para quem ainda espera viver essa história, que nunca falte esperança.

Porque algumas das relações mais importantes da nossa vida começam muito antes de existirem palavras para explicá-las.

No fim, talvez ser pai seja exatamente isso:
deixar um pedaço de amor na vida de alguém que continuará existindo muito depois de nós.
Feliz Dia dos Pais a todos os pais.

Aos de sangue, aos de coração, aos que chegaram pelo caminho, aos que estão presentes, aos que vivem na memória e aos que ainda esperam, com o coração cheio de sonhos, pelo dia de ouvir: “Pai”.

Roberta Stieven
Uma coluna sobre pessoas, movimentos e tudo aquilo que gera conexão.
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