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Todo mundo conhece a história da Independência do Brasil. Mas e a nossa?
Porque existe uma independência que não acontece em um dia específico, não tem desfile, não tem feriado e muito menos precisa de uma data no calendário. É aquela que acontece quando a gente finalmente decide parar de viver para corresponder às expectativas dos outros.
Neste 7 de Setembro, talvez seja interessante olhar para a independência por um outro ângulo. Não como um assunto distante, escrito nos livros de história, mas como uma pergunta bastante pessoal: de que eu preciso me tornar independente?
Às vezes, a resposta é mais simples — e mais profunda — do que parece.
Independência também é aprender a dizer não. Não para aquilo que não cabe mais na nossa rotina, para convites que aceitamos apenas por obrigação ou para situações que nos deixam desconfortáveis. Dizer não não significa ser egoísta. Muitas vezes, significa apenas respeitar os próprios limites.
É entender também que nem toda amizade precisa durar para sempre. Algumas pessoas fazem parte de capítulos importantes da nossa vida, mas não necessariamente de todos eles. E tudo bem. Crescer também significa reconhecer quando uma relação deixou de fazer sentido.
Independência pode ser sair de uma relação que já não faz bem. Pode ser parar de tentar convencer alguém do nosso valor. Pode ser compreender que amor, amizade e família não deveriam exigir que a gente deixe de ser quem é.
E tem uma independência que, nos dias de hoje, talvez seja uma das mais difíceis: a de se libertar da comparação.
Passamos boa parte do tempo olhando para a vida dos outros pelas redes sociais. Vemos viagens, corpos, casas, relacionamentos, conquistas, festas, negócios e momentos felizes. E, sem perceber, começamos a comparar os bastidores da nossa vida com o melhor recorte da vida de outra pessoa.
Talvez independência também seja fechar um pouco o aplicativo e voltar para a própria história.
É parar de acreditar que existe uma idade certa para casar, ter filhos, mudar de profissão, comprar uma casa, empreender, viajar ou começar alguma coisa nova. A vida não tem um calendário igual para todo mundo.
E existe ainda a independência de não precisar estar disponível o tempo inteiro. Nem toda mensagem precisa ser respondida imediatamente. Nem todo convite precisa ser aceito. Nem toda opinião precisa de uma resposta. Nem tudo precisa virar explicação.
Às vezes, ter liberdade é simplesmente poder escolher onde colocar a nossa energia.
Também podemos nos libertar da culpa de descansar. Vivemos em uma época em que estar ocupado parece quase um sinal de importância. Mas descansar não é perder tempo. É recuperar espaço para pensar, respirar e viver.
E talvez a independência mais bonita seja aquela de começar, mesmo sem ter certeza de tudo. Aquele projeto que está no papel, o curso que você quer fazer, a mudança que vem adiando, o hábito que gostaria de construir. A vida dificilmente oferece o momento perfeito. Muitas vezes, ele só aparece depois que a gente começa.
SETE PEQUENAS INDEPENDÊNCIAS PARA COMEÇAR
1. Dizer um “não” que você vem adiando.
2. Passar algumas horas longe das redes sociais.
3. Fazer algo que você sempre deixa para depois.
4. Parar de se comparar com a vida dos outros.
5. Organizar alguma coisa que está te incomodando.
6. Se afastar de uma situação que tira a sua paz.
7. Fazer alguma coisa simplesmente porque você quer.
Talvez o melhor jeito de aproveitar este 7 de Setembro seja fazer uma pergunta que não aparece nos livros de história: de que eu preciso me tornar independente?
Talvez a resposta seja uma pessoa. Talvez um hábito. Talvez uma opinião. Talvez um medo. Ou talvez seja simplesmente da versão de nós mesmos que já não combina com quem estamos nos tornando.
Independência não precisa ser um grande acontecimento. Às vezes, ela começa em uma decisão pequena, silenciosa e muito particular: escolher a própria vida com um pouco mais de coragem.
Neste feriado, que a gente possa celebrar não apenas a liberdade de um país, mas também as pequenas liberdades que construímos todos os dias.
Roberta Stieven
Uma coluna sobre pessoas, movimentos e tudo aquilo que gera conexão.
Às vezes, a resposta é mais simples — e mais profunda — do que parece.
Independência também é aprender a dizer não. Não para aquilo que não cabe mais na nossa rotina, para convites que aceitamos apenas por obrigação ou para situações que nos deixam desconfortáveis. Dizer não não significa ser egoísta. Muitas vezes, significa apenas respeitar os próprios limites.
É entender também que nem toda amizade precisa durar para sempre. Algumas pessoas fazem parte de capítulos importantes da nossa vida, mas não necessariamente de todos eles. E tudo bem. Crescer também significa reconhecer quando uma relação deixou de fazer sentido.
Independência pode ser sair de uma relação que já não faz bem. Pode ser parar de tentar convencer alguém do nosso valor. Pode ser compreender que amor, amizade e família não deveriam exigir que a gente deixe de ser quem é.
E tem uma independência que, nos dias de hoje, talvez seja uma das mais difíceis: a de se libertar da comparação.
Passamos boa parte do tempo olhando para a vida dos outros pelas redes sociais. Vemos viagens, corpos, casas, relacionamentos, conquistas, festas, negócios e momentos felizes. E, sem perceber, começamos a comparar os bastidores da nossa vida com o melhor recorte da vida de outra pessoa.
Talvez independência também seja fechar um pouco o aplicativo e voltar para a própria história.
É parar de acreditar que existe uma idade certa para casar, ter filhos, mudar de profissão, comprar uma casa, empreender, viajar ou começar alguma coisa nova. A vida não tem um calendário igual para todo mundo.
E existe ainda a independência de não precisar estar disponível o tempo inteiro. Nem toda mensagem precisa ser respondida imediatamente. Nem todo convite precisa ser aceito. Nem toda opinião precisa de uma resposta. Nem tudo precisa virar explicação.
Às vezes, ter liberdade é simplesmente poder escolher onde colocar a nossa energia.
Também podemos nos libertar da culpa de descansar. Vivemos em uma época em que estar ocupado parece quase um sinal de importância. Mas descansar não é perder tempo. É recuperar espaço para pensar, respirar e viver.
E talvez a independência mais bonita seja aquela de começar, mesmo sem ter certeza de tudo. Aquele projeto que está no papel, o curso que você quer fazer, a mudança que vem adiando, o hábito que gostaria de construir. A vida dificilmente oferece o momento perfeito. Muitas vezes, ele só aparece depois que a gente começa.
SETE PEQUENAS INDEPENDÊNCIAS PARA COMEÇAR
1. Dizer um “não” que você vem adiando.
2. Passar algumas horas longe das redes sociais.
3. Fazer algo que você sempre deixa para depois.
4. Parar de se comparar com a vida dos outros.
5. Organizar alguma coisa que está te incomodando.
6. Se afastar de uma situação que tira a sua paz.
7. Fazer alguma coisa simplesmente porque você quer.
Talvez o melhor jeito de aproveitar este 7 de Setembro seja fazer uma pergunta que não aparece nos livros de história: de que eu preciso me tornar independente?
Talvez a resposta seja uma pessoa. Talvez um hábito. Talvez uma opinião. Talvez um medo. Ou talvez seja simplesmente da versão de nós mesmos que já não combina com quem estamos nos tornando.
Independência não precisa ser um grande acontecimento. Às vezes, ela começa em uma decisão pequena, silenciosa e muito particular: escolher a própria vida com um pouco mais de coragem.
Neste feriado, que a gente possa celebrar não apenas a liberdade de um país, mas também as pequenas liberdades que construímos todos os dias.
Roberta Stieven
Uma coluna sobre pessoas, movimentos e tudo aquilo que gera conexão.
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