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Talvez o problema nunca tenha sido a sua intensidade. Talvez tenha sido o lugar onde você colocou toda ela.
Tem gente que sente muito. Que se envolve, demonstra, se entrega, presta atenção nos detalhes, comemora pequenas coisas, quer compartilhar o que vive e, quando gosta, gosta de verdade.
E existe uma certa vergonha em ser assim.
Porque, em algum momento, quase todo intenso já ouviu — ou sentiu — que precisava diminuir.
“Vai com calma.”
“Não pensa tanto.”
“Não demonstra tanto.”
“Deixa acontecer.”
E, principalmente, aquela sensação desconfortável de perceber que alguém que antes parecia tão receptivo à sua intensidade, de repente, já não parece mais.
É aí que mora uma das maiores armadilhas: começar a acreditar que existe alguma coisa errada em você.
Não existe.
Mas talvez exista algo para aprender.
Nem todo mundo consegue acompanhar o mesmo ritmo emocional. E isso não transforma ninguém em vilão. Algumas pessoas precisam de mais espaço, mais tempo, menos demonstração. Outras precisam exatamente do contrário.
O desafio está em não transformar essa diferença em uma sentença contra si mesma.
Porque ser intensa não significa entregar toda a sua energia para uma única pessoa.
Sua intensidade também pode morar no trabalho que você ama, no esporte que você começou, naquela corrida que você achou que nunca faria, nos amigos, nos filhos, nos projetos, na música, nas viagens, na sua casa, na sua fé, nos planos que ainda nem saíram do papel.
Pode morar em você.
E talvez essa seja uma das coisas mais bonitas que a maturidade emocional ensina: não apagar a própria luz quando alguém precisa de menos luz por perto. Apenas aprender a iluminar outros lugares também.
Não é fazer joguinho.
Não é ficar fria.
Não é fingir desinteresse.
É não abandonar a própria vida enquanto espera a resposta de alguém.
É continuar vivendo enquanto uma relação encontra o seu ritmo.
É entender que gostar de alguém não precisa significar fazer daquela pessoa o centro de tudo.
E existe uma pergunta que muita gente intensa carrega em silêncio:
“Será que um dia eu vou encontrar alguém que goste da minha intensidade?”
Talvez.
Mas talvez a pergunta mais importante seja outra:
“Será que eu vou aprender a gostar da minha intensidade, antes de esperar que outra pessoa goste dela por mim?”
Porque quando você aprende isso, alguma coisa muda.
Você para de tentar convencer alguém a receber aquilo que você tem para oferecer.
E começa a observar.
Quem se aproxima?
Quem permanece?
Quem demonstra?
Quem respeita seu jeito de sentir?
Quem não pede que você seja menos para conseguir ficar?
Talvez a pessoa certa para a sua intensidade não seja alguém que sinta exatamente como você.
Talvez seja alguém que não tenha medo dela.
Alguém que saiba dizer: “eu sou diferente de você, mas gosto de quem você é”.
Enquanto isso, não diminua.
Só distribua.
Coloque sua intensidade na vida inteira — e não apenas em uma história.
Porque sentir muito pode ser uma das coisas mais bonitas que existem.
Só não pode custar a você mesma.
Roberta Stieven
Uma coluna sobre pessoas, movimentos e tudo aquilo que gera conexão.
Colunista Viver Maringá

E existe uma certa vergonha em ser assim.
Porque, em algum momento, quase todo intenso já ouviu — ou sentiu — que precisava diminuir.
“Vai com calma.”
“Não pensa tanto.”
“Não demonstra tanto.”
“Deixa acontecer.”
E, principalmente, aquela sensação desconfortável de perceber que alguém que antes parecia tão receptivo à sua intensidade, de repente, já não parece mais.
É aí que mora uma das maiores armadilhas: começar a acreditar que existe alguma coisa errada em você.
Não existe.
Mas talvez exista algo para aprender.
Nem todo mundo consegue acompanhar o mesmo ritmo emocional. E isso não transforma ninguém em vilão. Algumas pessoas precisam de mais espaço, mais tempo, menos demonstração. Outras precisam exatamente do contrário.
O desafio está em não transformar essa diferença em uma sentença contra si mesma.
Porque ser intensa não significa entregar toda a sua energia para uma única pessoa.
Sua intensidade também pode morar no trabalho que você ama, no esporte que você começou, naquela corrida que você achou que nunca faria, nos amigos, nos filhos, nos projetos, na música, nas viagens, na sua casa, na sua fé, nos planos que ainda nem saíram do papel.
Pode morar em você.
E talvez essa seja uma das coisas mais bonitas que a maturidade emocional ensina: não apagar a própria luz quando alguém precisa de menos luz por perto. Apenas aprender a iluminar outros lugares também.
Não é fazer joguinho.
Não é ficar fria.
Não é fingir desinteresse.
É não abandonar a própria vida enquanto espera a resposta de alguém.
É continuar vivendo enquanto uma relação encontra o seu ritmo.
É entender que gostar de alguém não precisa significar fazer daquela pessoa o centro de tudo.
E existe uma pergunta que muita gente intensa carrega em silêncio:
“Será que um dia eu vou encontrar alguém que goste da minha intensidade?”
Talvez.
Mas talvez a pergunta mais importante seja outra:
“Será que eu vou aprender a gostar da minha intensidade, antes de esperar que outra pessoa goste dela por mim?”
Porque quando você aprende isso, alguma coisa muda.
Você para de tentar convencer alguém a receber aquilo que você tem para oferecer.
E começa a observar.
Quem se aproxima?
Quem permanece?
Quem demonstra?
Quem respeita seu jeito de sentir?
Quem não pede que você seja menos para conseguir ficar?
Talvez a pessoa certa para a sua intensidade não seja alguém que sinta exatamente como você.
Talvez seja alguém que não tenha medo dela.
Alguém que saiba dizer: “eu sou diferente de você, mas gosto de quem você é”.
Enquanto isso, não diminua.
Só distribua.
Coloque sua intensidade na vida inteira — e não apenas em uma história.
Porque sentir muito pode ser uma das coisas mais bonitas que existem.
Só não pode custar a você mesma.
Roberta Stieven
Uma coluna sobre pessoas, movimentos e tudo aquilo que gera conexão.
Colunista Viver Maringá

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